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Outra Visão - Revisão


Após o lançamento da versão para PC, o estúdio milanês Grande Muralha Lunar de Outra Visão, decidiu trazer o título também para os consoles.

Another Sight é um título de plataforma de quebra-cabeça independente desenvolvido em colaboração com oInstituto de Cegos de Milão, com o objetivo de sensibilizar para o problema que aflige os cegos, fazendo-nos encarar o jogo de uma outra perspetiva.




Uma nova maneira de ver

Lunar Great Wall Studios nos oferece uma aventura no papel de estojo, uma jovem que após um acidente no Metrô de Londres está privado de vista.

Iniciando o jogo, seremos catapultados para o áreas subterrâneas da cidade onde Kit caiu devido a um colapso, mas será um pouco mais tarde que conheceremos Hodge, o gato que nos ajudará ao longo de nossa jornada.

Hodge é um personagem fundamental, pois nos permitirá colocar seus sapatos e ter uma visão melhor do que nos rodeia. Na verdade é possível alternar os personagens de Kit e Hodge, desta forma o gato será praticamente o nosso olhar, dando ao jogador um ponto de vista diferente da situação.

O querido gato nos guiará pelos quebra-cabeças, obstáculos e pelos caminhos mais intrincados que encontraremos ao longo do caminho para a superfície, graças a uma mecânica da qual falaremos mais tarde que também nos ajudará na busca por nosso pai.

Configuração Steampunk que é o host

Tudo está definido em um Londres vitoriana de 1899 e é caracterizado principalmente por elementos steampunk, capaz de conferir ao jogo uma aura rica em cultura e personalidade.




Encontraremos grandes mentes do século, os gostos de Claude Monet e Julio Verne, e ainda outros reunidos em uma misteriosa organização secreta.

A narração de Outra Visão é contada por meio de cenas ilustradas. Como mencionado anteriormente, nos encontraremos conhecendo personagens de grande profundidade, mas sem nos aprofundarmos em seus acontecimentos. Como consequência direta, é criado confusão na trama, e o resultado será encontrar-se com uma narrativa que nem sempre é clara e suave.

Um setor técnico um tanto carente

Apesar de ser uma transposição da versão para PC lançada em 6 de setembro de 2018, ainda nos encontramos com problemas não resolvidos.

Começando de controles não muito suaves de Hodge esse resultado pesado e não muito preciso. Também encontramos bugs que durante o jogo criaram problemas de colisão entre os protagonistas e o ambiente, arruinando a fluidez da experiência.

Durante os vários cenários iniciais vamos acabar com quebra-cabeças que são muito simples e lineares, mas à medida que avançamos eles vão se separar da monotonia inicial, fazendo-nos descobrir mais alguns quebra-cabeças complexo e desafiador.



No que se refere a setor gráfico, infelizmente o potencial do jogo não é explorado ao máximo, resultando em um amortecimento do que o título poderia ter oferecido entre configurações e direção artística.


Embora o jogo tenha algumas peculiaridades, ele não consegue impressionar o jogador durante sua aventura, o que é uma pena considerando o conceito inicial.

Na verdade, será difícil identificar-se com a cegueira de Kit, apesar de algumas mecânicas agradáveis ​​como a de nos orientarmos pelos ruídos ambientais que vão transformar a luz para nos ajudar a nos movermos no mapa.

Pequenas considerações

Apesar da boa vontade do estúdio milanês Grande Muralha Lunar para nos colocarmos na pele de um cego, no geral o título não conseguiu impressionar tanto.

Nós gostamos do conceito subjacente, que infelizmente não cumpriu o esperado. Apesar dos problemas técnicos encontrados, ainda será uma aventura particular e agradável como um todo.

O jogo já está disponível no Steam, Xbox One e PlayStation 4 a um preço de 19,99, enquanto a versão Nintendo Interruptor estará disponível a partir de 28 de junho.



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